quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Beija-flor-de-topete-roxo no Morro do Elefante


Começamos a caminhada em direção ao Morro do Elefante sob uma neblina, que dissipou-se ainda pela manhã de sábado.
Aproximamo-nos de um ipê-amarelo para observar a visita que um beija-flor-de-bico-dourado, uma mariquita e dois encontros fizeram aos ramos floridos dele.
Cruzamos pelos trilhos da Viação Férrea e rumamos pela estrada reta de chão-batido. Permanecemos alguns minutos perto de um açude para registrar um bando de jaçanãs com filhotes, e várias galinholas nadando e forrageando.
Ademais, encontramos uma quantidade de garrafas plásticas boiando e muito lixo ao redor do local.
Ficamos bastante envolvidos para determinar qual pássaro movimentava-se solitariamente na vegetação arbustiva do banhado. Quando pousou vimos seu dorso pardo -ferrugíneo e ventre esbranquiçado. Mas foi a observação do seu mento amarelo que se identificou o curutié.
O sol já havia surgido quando registramos um gavião-caboclo na copa de um enorme eucalipto. Fotografamos um pitiguari visitando uma pitangueira florida. Ficamos surpresos com o vermelho vibrante de um príncipe. No alto um gavião-de-cauda-curta planando entre dez urubus-de-cabeça-preta, e um bando de sessenta irerês pousadas à margem de um açude.
Faltava alguns minutos para as quatro da tarde quando chegamos num platô perto do topo do morro. Caminhamos por uma área com vegetação arbórea nativa, onde já foi uma lavoura. Chegamos no território do beija-flor-de-topete-roxo.
A última visita que fiz ao local foi durante uma prática de um curso de ornitologia, realizada em novembro de 2008.
Passeio organizado pelo Clube de Observadores de Aves durante um dia de temperatura agradável. Numa tarde de céu azul com algumas nuvens brancas.
Beija-flor-de-topete-roxo (Stephanoxis lalandi), do grego stephanos = coroa + oxus = afiado, aguçado, pontudo (referência à crista pontuda desta ave). Fonte: Aves Brasileiras e plantas que as atraem.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Pato-do-mato no banhado taquarichim

Ventava pela manhã quando partimos da Av. Rio Branco em direção a Vila do Boi Morto. Cerca de trinta minutos depois chegamos no Campo de Instrução de Santa Maria, sem vento nas copas floridas dos ipês-amarelos.

Caminhando por uma coxilha úmida visualizamos os prédios de Santa Maria, eles formavam uma panorâmica com os morros altos ao Norte.

Andamos por trilha no mato nativo na sede de Gravatás. Passamos por troncos robustos de algumas coronilhas espinhosas, branquilhos floridos e muitas laranjeiras-do-mato com floração abundante.

Fomos em direção ao açude próximo. Notamos um bando de bugios-ruivos deslocando-se pelas copas altas da mata à beira do açude. Alguns viram pela primeira vez este primata na natureza.

Depois do almoço seguimos por estrada de chão-batido coxilha acima até o Ponto de Observação. Sob sol quente andamos estrada abaixo até o Arroio Taquarichim. No barro encontramos pegadas de veado, outras de graxaim e umas de mão-pelada.

À tarde nublou antes da chuva. Estávamos numa área plana de mata ciliar quando fomos surpreendidos pelo vôo forte de um pato-do-mato. Encontramos algumas marrecas-pé-vermelho, observamos um gavião-do-banhado, e um gavião-peneira planando alto.

O passeio foi organizado pelo Clube de Observadores de Aves, contou com a presença de um grupo com vinte e cinco pessoas.

domingo, 28 de agosto de 2011

Águia-cinzenta nas coxilhas verdejantes


Coxilhas amenas cobertas pelo verde claro das lavouras de cereais contrastavam com a vegetação pardacenta das sinuosas matas ciliares ainda recuperando-se do inverno.
Da estrada podia-se notar que as árvores floridas roxas eram ipês, as copas desfolhadas cobertas com frutos maduros eram timbaúvas. Mas, foi necessário se aproximar dos cursos d'água para perceber os estames vermelhos do angiquinho e a floração da embira.
Durante a caminhada pela estrada de chão batido no Banhado Santa Fé registramos pegadas de capivara, algumas de graxaim e outras de mão-pelada. Ademais, por alguns instantes observamos um graxaim-do-mato deslocando-se antes que adentrasse nos capins altos, perto da ponte da Sanga da Limeira.
Seguimos em direção a localidade da Sotéia distante cerca de 10km da BR 158. Paramos num trecho de estrada em cima da taipa de um açude grande. Ficamos sabendo que ele foi construído há uns 70 anos. Numa das margens um casal de tachãs passeava com seus cinco filhotes. As exibições que a andorinha-morena fez nas proximidades foram suficientes para que pudéssemos identificá-la.
Caminhamos até a outra extremidade da taipa, andamos pela mata ciliar para escolher um local para almoçar.
Alguns observaram pela primeira vez, mas todos se surpreenderam com o comportamento muito sossegado da maria-preta-de-bico-azulado . Ela pode ser fotografada pousada ora em ramos de árvores, ora na ponta de um moirão da cerca, a poucos metros dos observadores sem demonstrar impaciência com a nossa presença. A luz solar nos permitiu ver o quanto seus olhos são vermelhos e seu bico é azul.
A chuva do dia anterior cessou, entrementes o vento frio continuou no sábado (20/08/11) durante o passeio que o Clube de Observadores de Aves organizou para a região da campanha. A partir de Santa Maria rodou-se 50km até o Banhado Santa Fé, em Dilermando de Aguiar.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Pelos campos úmidos

Enquanto caminhávamos pelo leito lamacento e arborizado do Rio Vacacaí notamos que as copas densas e verdejantes dos ingás recebiam a visita de gralhas-picaças. Nos arredores dois martins-pescadores-verdes permaneceram alguns minutos quase imóveis nos galhos desfolhados dos salsos.
Demoramos na beira de um açude enorme, perto da Vila Bloch. Algumas dúvidas para identificar um mamífero nadando, era uma lontra. Ademais, aguardávamos a pequenina andorinha terminar a exibição para notar que sua cabeça não possuia nenhuma listra branca.
A manhã nublada prolongou o tempo que levamos para que o mergulhão-grande fosse identificado. Estávamos às margens do açude no km 331, da BR 392, observando que durante o voo a viuvinha-de-óculos contrasta seu corpo preto com uma faixa branca nas asas.
A previsão de chuva efetivou-se à tarde. Andamos por campo úmido e pardacento coberto pelo capim-annoni, ali encontramos trevos amarelos floridos. Visitamos a mata nativa onde o Luis registrou a ocorrência do Jaó-do-litoral. Ele comentou que antigos moradores relataram que a espécie está presente no local há anos.
Mais do que as alturas das árvores foi o tronco marrom avermelhado do araçá que nos impressionou quando entramos no mato. Os frutos do jerivá estão verdes. Passamos por alguns açoita-cavalos de diâmetros avantajados. Encontramos pegadas de pequenos felinos. Cruzamos várias vezes um riacho, cujo curso d'água serpenteia pelo interior da floresta.
O Clube de Observadores de Aves fez várias tentativas para efetivar esta saída de campo. Um grupo de oito pessoas viajou em três veículos a partir de Santa Maria em direção ao Sul do Estado. Rodaram cerca de 50km por terreno plano com vastas áreas cobertas pela palha do resto do cultivo de arroz.