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| Vegetação nativa |
Andamos pela ponte de concreto sobre Rio Ibicuí-mirim
sem transpor toda a sua extensão; ficamos alguns minutos observando a escassa quantidade de árvores nativas protegendo suas margens; antes de irmos em direção ao Passo do Macaco
falamos com um cavaleiro pilchado conduzindo três belos cavalos crioulos.
Movemo-nos à jusante pela superfície plana e
rochosa que existe no leito do rio entre a margem esquerda e a água corrente, que
fica descoberta em épocas de estiagem; agora não existe mais
a passarela de madeira entre colunas de concreto paralela a laje que atravessa rio.
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| Curso d'água rochoso perto da cascata |
Estava nublado por volta das 09h45min no Passo do Macaco quando nos
movimentamos por estrada rochosa em direção a cascata da Água Negra.
Seguimos até encontrar a primeira via à esquerda, uma subida forte com muitas
pedras soltas; encontramos algumas casas em terreno íngreme abrigadas pela
vegetação arbórea. No vale atravessamos um riacho com um bueiro de concreto, o
outro cimentado que passaríamos está no mesmo curso d’água perto da terceira
bifurcação num pequeno lugarejo onde funciona uma comunidade terapêutica.
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| Estrada lajeada no Passo do Macaco |
Em áreas mais abertas contemplamos os topos
dos morros com encostas vegetadas, os percursos sinuosos das estradas
pedregosas de chão batido, casas abandonadas, um caracará voando, as goiabeiras-da-serra, lavouras
de milho, outras de mandioca, e poucas de soja.
Quando nos aproximávamos das árvores é que
descobríamos que os araticunzeiros estavam com seus frutos maduros; foram várias
paradas ao longo do caminho para coletar bergamotas, mesmo verdes seus frutos são uma opção de alimento para caminhantes; coletamos duas romãs no
quintal de uma residência de madeira desabitada com laranjeiras, e numerosas figueiras galhadas.
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| Cascata Água Negra |
O sol estava quente às 13h26min quando chegamos
na Estrada Braida, dali caminhamos mais 80min para visualizar a queda d’água.
Adiante, falamos com a Suzelaine que se encontrava sentada
com familiares em frente a sua casa, ela lembrou a última vez que passamos por
lá, alguém comentou que em 40min chegaríamos na cascata; também
conversamos com uma mulher da família Mezzomo, ela revelou que utiliza apenas uma colher da cal
por quilo de abóbora na produção do doce em calda; falando com os visitantes da
Dona Olinda soubemos que ela tem mais de 80 anos, teve festa para
celebrar; seu irmão Antonio comunicou pouco sobre a denominação Passo do
Macaco; nos conduziram até um caquizeiro para a Desi e o Gabriel observar pela primeira vez cinco jacús
empoleirados alimentando de caquis.
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| Campo e morro com encosta habitada. |
Caminhamos pelo campo antes de entrar na mata
nativa que margeia o riacho pedregoso da
cascata no território de Itaara. Avistamos entre troncos, galhos e folhas
de árvores os contornos do véu d’água em movimento. Avançamos a montante por
alguns minutos, cruzamos uma cerca de arame farpado e percebemos diversas teias
de aranhas, com ou sem a presença delas.
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| Rio Ibicuí-mirim visto da ponte. |
Durante 90min contemplamos o constante movimento
da água corrente esbranquiçada deslizando sobre o forte bloco rochoso escuro de basalto; o
Gabriel e a Desi aproveitaram para banharem-se na pequena piscina natural. Fizemos uma frugal refeição com uma
lata de atum ralado 88, quatro fatias de torradas,
e três guloseimas com 12 minis pastilhas docile coloridas que a Desi levou; contribui com uma manga, um pouco
de aveia laminada e um pote de iogurte natural; não faltou água, todos
levaram garrafas de 500ml.
Tomando-se como ponto de partida o Passo do Macaco percorremos cerca de 800m até a primeira bifurcação; 3.200m para
alcançarmos a segunda; aos 4.700m atingimos a terceira bifurcação; depois de 8.500m paramos na esquina da Estrada
Braida; após uma caminhada que durou cinco horas por um percurso de 12.600m chegamos na cascata Água Negra. Caso tivéssemos vindo pela ponte do Rio Ibicuí-mirim faríamos cerca de 10.800m.
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| Casa antiga perto da ponte, na margem da RS516. |
No sábado combinamos o passeio do domingo, na
noite anterior procuramos informações
sobre o horário do ônibus; embarcamos quando o veículo da Silva Transportes
passou às 07h10min na parada da Av. Presidente Vargas próxima a Biblioteca
Municipal; a passagem de ida até a parada do Ibicuí custou R$5,30; na volta pagamos R$ 3,85 para viajar da
localidade de Água Negra pela RS516 empoeirada até a Rua Niederauer, no centro
de Santa Maria.