sábado, 2 de abril de 2011

Val Feltrina rio acima


08 de Março de 1992; sem anotação não recordaria a primeira vez que visitei o local há dezenove anos. Estava acompanhando o Valter. Pouco se modificou o caminho da casa onde o Mezzomo reside até a cascata. Inicialmente, caminhamos na trilha em campo aberto, depois na mata nativa andamos pelo leito rochoso do riacho. A cascata ainda apresenta o véu d'água em forma triangular , e uma piscina natural que recebe luz solar direta    em   determinadas  horas do dia.

Numa tarde de novembro, paramos para ver camboatás-vermelhos, canjeranas frutificadas, flores da corticeira-do-banhado e da timbaúva. Ficamos vários minutos observando um esquilo saltitando na base do tronco de algumas árvores à beira do riacho; ele permanecera sentado sob as patas posteriores, na conhecida silueta com enorme cauda ereta, ficara nesta posição para comer frutos maduros de guabiroba-do-mato.
As três primeiras imagens mostram a mesma queda d'água registradas em diferentes anos: 1) novembro de 1996; 2) 20 de agosto de 2000, o Josmar conheceu o local, estávamos acompanhados do Valter. 3) 30 de novembro de 2003, a Deca esteve lá pela primeira vez .


No mesmo curso d'água encontra-se outra chamada anversa, a última imagem, a trinta minutos de caminhada a montante; seu véu d'água cai de uma altura semelhante a da primeira, cerca de dez a doze metros. Foi visitada pelo Eduardo, Josmar e PF no dia 04 março de 2001 . Voltamos ao local dois anos depois, em novembro.

terça-feira, 22 de março de 2011

Observando aves em Val Feltrina




Noite estrelada de lua cheia, manhã agradável e tarde ensolarada. Quando viajamos para Val Feltrina no domingo que antecedeu ao primeiro dia do outono, ainda não sabíamos que numa parada à beira da estrada asfaltada perto de um arrozal, ficaríamos vários minutos observando um solitário polícia-inglesa, um coleiro-do-brejo pousado em fio elétrico, dois maçaricos-solitários forrageando na lama ao lado de uma narceja, dois gaviões-de-rabo-curto planando, e cinco ou mais frangos-d’água-azuis, ora pousados na lavoura, ora voando.

Ficamos satisfeitos com o risoto, o pão, as saladas de alface e de repolho, as carnes de porco e de gado assadas, servidos pela comunidade de Santa Corona e São Vitor. A visita e o almoço tinham sido previamente combinados pelo Clube de Observadores de Aves. Depois do almoço, sob os plátanos, fomos surpreendidos pelo  relato do Luís sobre o registro de ocorrência do Jaó-do-litoral, na região de São Sepé.

Os que conheceram a cascata do Mezzomo pela primeira vez tiveram que andar pelo leito rochoso no meio da mata com tanheiros de troncos avantajados. Viram figueiras e timbaúvas frutificadas, louros floridos, canjeranas e cedros bem altos. Encontraram uma piscina natural quase cheia com um grupo de jovens tomando banho na água gelada. Antes, caminhando pelo campo cruzamos por nogueiras com frutos verdes. Ficamos livres para apanhar goiabas deliciosamente maduras. Notamos a encosta íngreme de um morro coberto por densa vegetação arbórea. 
Algumas nuvens alaranjadas no horizonte oeste indicavam a presença do por do sol logo acima de uma linha imaginária no topo dos morros. Após caminhar morro acima por uma trilha coberta por vassoural florido, subir rochas no monumento da pedra do guerino, percebemos que a luz natural ainda era suficiente para visualizar um amplo vale. Na localidade de Arroio Grande surgia o tom amarelo esverdeado das lavouras a serem colhidas. Mais ao fundo as áreas urbanas de Camobi, e parte da cidade de Santa Maria próxima ao Cerrito.
O som das batidas repetidas na madeira, o movimento circular ao redor do galho de uma árvore nativa, alguns minutos para observar que sua cabeça quando vista de perfil tinha uma listra na região malar e toda coroa avermelhadas, uma listra auricular verde oliváveo e três listras amarelo dourado, possuir o peito e ventre barrados, foi suficiente para registrarmos a presença do pica-pau-dourado.
Acordei antes das sete. Trinta minutos depois embarquei no ônibus da linha Universidade, na Av. Rio Branco. Cheguei em Camobi por volta das 07h45min. Um grupo com quinze pessoas viajaram em sete carros . Fui de carona com o Everton e a Mariane. Voltei com o Vinicíus, Michele e o Franchesco.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Esquinas Cinquentenárias no Estado

Edifício São José na esquina das Ruas Antero Correa de Barros com Silva Jardim, nesta rua encontra-se outro edifício com mesmo nome, em Santa Maria.Fotografada em 20.08.2010.











Esquina da Av. Garibaldi com Gal. Osório, Ivorá. Fotografada em
14.02.2010.









Casa de estilo a
çoriano na Rua Bento Gonçalves com Independência, Mostardas. Fotografada em 02.01.2011





 










Na Av. Júlio de Castilhos esquina com Edmundo Bischoff já funcionou uma fármacia, e também já foi o Mercado Concari, em Restinga Sêca. Fotografada em 11.08.2010




 
















Uma esquina da Rua Assis Brasil, Triunfo. Fotografada em 12.04.2009










domingo, 13 de março de 2011

Farol Sarita colorado

Noite quente. Manhã ensolarada. Céu nublado. Levantei por volta das 09h30. Embarquei no ônibus das 12h00, em Santa Maria. Após uma parada na rodoviária de São Sepé, outra em Caçapava, a terceira em Santana da Boa Vista e a última Canguçu, cheguei em Pelotas às 16h45. Adquiri passagem às 18h30 para o Taim, pela linha Embaixador que vai até o Chuí.
Cruzando-se a ponte de concreto sobre o Canal São Gonçalo logo se avistam as áreas planas de banhado e se percebe os trabalhos de duplicação do trecho da BR 471 até a localidade da Quinta, em Rio Grande. Ademais, permanecemos alguns minutos em Povos Novos devido a um engarrafamento, e trinta minutos na Quinta para aguardar a chegada de outro ônibus, porque o que viajávamos estava lotado com passageiros em pé....
Ao longo da estrada centenas de garibaldis em bandos ora pousavam no asfalto, ora voavam sobre extensa área de terreno que está sendo arado para o cultivo do arroz, também são vistos movimentando-se pelos campos nitidamente amarelados pela floração da maria-mole.
Numa caminhada pela estrada de chão batido em direção a sede do Taim observei um tachã aninhado na vegetação aquática e um bando deles forrageando no campo acompanhado por uma exibição de maçaricos migratórios do hemisfério norte.
Não é necessário encontrar uma centenária figueira-de-folha-miúda com frondosa copa de trinta e cinco metros de diâmetro, cujo tronco mede seis metros e meio de circunferência para observar que a sua abundante frutificação atrai muitas aves, e não apenas o tão exuberantemente avermelhado quanto gracioso e pequenino príncipe.
Na ampla vegetação pardacenta dos campos quem, às vezes, da o tom fortemente alaranjado é o cardeal-do-banhado, o que na Mata Nativa é dado pela copa de algumas corticeiras floridas, cujos tortuosos e estriados ramos estão róseos de tantas orquídeas.
Mesmo antes de uma caminhada pela praia coberta por juncos secos , agora sem suas flores brancas, pode-se avistar o Farol Sarita a poucos metros do mar em Santa Vitória do Palmar, na divisa com Rio Grande.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Nos Altos do Farol Capão da Marca

Os viajantes Vini, Lu, Rô e PF, partiram de Porto Alegre na quinta-feira pela manhã do dia 31 de dezembro de 2010. Viajaram cerca de duas horas e meia para percorrer 60Km até Capivari do Sul, devido ao grande tráfego na RS 040, principalmente até Águas Claras, em Viamão. Por volta das 13h30 estavam em Mostardas. Novamente na RST 101, observaram uma paisagem de topografia plana; muitas lavouras de arroz e várias propriedades com silos enormes de zinco construídos para armazenar o cereal.
Quando chegamos em Mostardas procuramos o restaurante Edmundo’s. Recordei-me de que a pintura do prédio era branca há quatro anos, agora é verde. O que não alterou foi a qualidade da comida e a hospitalidade. Serviram-nos um delicioso papa-terra. Observamos na esquina em frente uma bela casa antiga da Secretaria de Cultura com telhas de canal. No calçadão fotografamos as construções de estilo luso-açoriano.
Rumamos para Tavares. Fomos visitar a Laguna dos Patos, rodamos cerca de sete quilômetros por uma estrada arenosa. Avistamos várias lavouras de cebola em época de colheita. Elas estavam ensacadas ou soltas na terra sobre os canteiros. Garoou durante o passeio que fizemos pela praia enquanto caminhávamos em direção ao Farol Capão da Marca, às margens da Laguna. Encontramos a porta dele aberta. Entramos. Subimos pela escadaria espiralada de metal – contei sessenta degraus. Acompanhamos o pôr-do-sol no horizonte oeste da Laguna.
Pernoitamos duas noites no Hotel Parque da Lagoa e jantávamos no restaurante Arco-íris, ambos localizados na Av. 11 de Abril.
No sábado fomos conhecer a parte mais meridional da Lagoa do Peixe. Visitamos a propriedade do Sr. Manoel Pereira dos Santos; em sua casa nos serviram feijão, arroz, tomate, carne de porco,  carne de frango, comida preparada pelos seus familiares. À tarde seu Manoel foi pegar o brilhante, um zaino manso que ele encilhou sob a sombra de uma enorme figueira para a Lu andar pela primeira vez a cavalo.
Visitamos outro Farol, o Cristovão Pereira. Fotografamos bandos de aves migratórias. Na volta paramos na estrada de chão batido, subimos nas dunas. No topo ficamos perto das copas das figueiras, também avistamos a imensidão da Laguna, os grandes plantios de pinus e o Farol.

A manhã de domingo estava ensolarada quando retornamos. Partimos em direção ao Litoral Atlântico. Encontramos uma praia quase deserta e o mar com uma surpreendente água amarronzada. Fotografamos muitas casas abandonadas na praia sendo encobertas pelas dunas. Garoou durante o percurso de doze quilômetros que fizemos até encontrar a Barra da Lagoa, ao sul. Notamos muitas gaivotas na praia enfileiradas olhando pro mar. Na Barra caminhamos por uma grande área plana rodeada por dunas. É o local onde as águas da Lagoa do Peixe unem-se ao Atlântico por um canal. É por ele que os camarões entram para reproduzirem-se nas águas rasas da Lagoa. Nas imediações observamos galpões de madeira de pescadores. Notamos pequenos bandos de flamingos caminhando dentro d’água e centenas de biguás pousados na areia.

Novamente na praia rumamos em direção ao norte até o Farol Mostardas. Depois voltamos pelo Balneário Mostardas.

segunda-feira, 1 de março de 2010

No topo do Monte Grappa

Na tarde ensolarada e quente de sábado nos reunimos em frente ao Ed. Rosário para visitar Ivorá, na Quarta Colônia de Imigração Italiana. A Desirèe, a Lúcia e o Leonardo viajaram com o Rafael; o Gabriel foi com a Léo; o Eduardo com a Silvana; com o Vinicius, a Lú e o PF.
beija-flor-de-papo-branco

Chegamos na Pousada Paraíso às 15h20min – situada nos altos da Av. Garibaldi,  diagonal com a Escola Estadual de Ensino Fundamental Pedro Copetti. Fomos recepcionados pela Dona Celeste; sozinha ela preparou todas as refeições que fizemos durante a estadia, também indicou os locais que visitamos na região. Encaminhou-nos para as cabanas; na primeira com paredes de rochas basálticas ficou quatro pessoas; os demais pernoitaram na terceira construída em alvenaria; essa possui duas beliches e uma cama de solteiro num quarto, banheiro, e sala com lareira; noutro quarto uma cama de casal e uma de solteiro. As três cabanas tem os tetos unidos por área coberta, um local de lazer e garagem. Nos fundos uma mata nativa com árvores altas;  observamos
um louro com exuberante floração ao lado de uma caroba;  belas guajuviras e uma frondosa grápia.

Cascata Cara do Índio

Nosso primeiro passeio foi  conhecer as quedas d’água da Cascata Cara do Índio. Rumamos por estrada de chão batido em direção a linha 5; andamos até encontrar uma placa colocada numa bifurcação indicando sua localização; entramos à esquerda; passamos por uma lavoura de soja verdejante,  atravessamos uma porteira ao lado de um mata-burro de madeira; encontramos outra placa sinalizando o local da cascata. Deixamos os veículos estacionados numa estradinha à beira do mato; descemos por um terreno íngreme e pedregoso até o riacho. Horas banhando-se nas piscinas naturais com rochas lisas e pedras irregulares no fundo do leito. Caminhamos a montante, e descobrimos uma área lajeada perto de um enorme açoita-cavalo à beira d’água.

No topo do Monte Grappa

Av. Garibaldi com Av. Gal. Osório
Combinamos acordar cedo no domingo para saborear o desjejum;  garoou durante a caminhada, e permaneceu nublado por todo o passeio. Embora visualizássemos o Monte enquanto caminhávamos pela Avenida Bento Gonçalves, logo paramos em frente ao ginásio de esportes para solicitar informação a um morador. Seguimos por um trecho na mesma estrada municipal que segue para São João do Polesine. Andamos até encontrar a trilha sinalizada com postes de madeira e lâmpadas; eles estão alinhados no campo aberto e indicam a direção; as lâmpadas quando acesas facilitam as caminhadas noturnas; cruzamos por um pequeno portão metálico giratório ao lado de uma capelinha de alvenaria; dentro dela uma descrição do material, do tempo, e do trabalho das pessoas para construir os pontos da via crucis no percurso de 1.126m.

Dentro do mato ziguezagueamos morro acima por uma trilha íngreme, às vezes com várias rochas soltas pelo caminho. Para auxiliar na subida – e na descida - alguns trechos possuem cordas amarradas nos troncos de algumas árvores como se fossem corrimãos. No topo andamos por caminhos mais planos que conduzem as vistas panorâmicas à beira dos penhascos. Visitamos um pequeno belvedere numa área calçada com grade de proteção. Dali notamos a diversidade dos morros da Serra Geral; alguns cobertos com bela quantidade de vegetação arbórea nativa; e áreas fragmentadas pelo cultivo de lavouras de soja, de milho ou de fumo. notamos toda a zona urbana de Ivorá. Na parte mais baixa do terreno, contornando os sopés dos morros, o Rio Melo serpenteando em direção ao Rio Soturno. Fomos até o  outro lado do topo para contemplar as várzeas em tons de verde claro e amarelo, um mosaico formado pelas lavouras de arroz; e ao fundo a cidade de Faxinal do Soturno. Às 11h40min voltamos pelo mesmo caminho. Foi quinze minutos morro abaixo pela trilha no mato. Sentamos no gramado em campo aberto. Andamos pelo campo úmido e lamacento. Chegamos às 12h40 na pousada.

Linha Simonetti


detalhe do tronco de melaleuca
Por sugestão da Dona Celeste, a Lú, a Silvana, o Gabriel, a Léo e o PF foram no domingo à tarde nos parreirais e na fábrica de suco de uva da família do André Simonetti. Todo o percurso em estrada de chão batido era cheio de bifurcações. Fotografamos os estragos que as fortes chuvas do mês passado provocaram no leito e nas margens do Rio Melo. Entrementes, a quantidade de placas colocadas estrategicamente nas bifurcações, paramos para falar com moradores sobre qual direção seguir. Fomos agradavelmente recebidos pelas pessoas da família; entramos nas dependências do prédio construído em alvenaria com os equipamentos para produzir o suco de uva;  vimos os enormes tonéis de madeira para armazenar vinho; nos ofereceram uma bacia cheia de uvas pretas e brancas colhidas no parreiral no pátio em frente a casa. Como o trajeto de volta já era conhecido, levamos vinte minutos para percorrer os 10km até a pousada; chegamos ali às 18h00.

Recanto do Moinho

cascata queda d'água
À tardinha no domingo  nos preparamos para visitar a Cascata Queda d’água; um grupo de dez pessoas embarcaram em dois carros; rumamos em direção a linha 5, a mesma da Cascata Cara do Índio, porém, distante cerca de 12km da cidade. Quando passamos pela bifurcação da estrada com uma placa indicando o acesso a Cascata Cara do Índio, houve dúvidas sobre qual caminho seguir; decidimos não acessá-la; optamos por seguir reto; chegamos num rio com uma barragem de concreto servindo de ponte. Logo que a cruzamos enfrentamos problemas para subir pela estrada embarrada; decidimos voltar. O mesmo fizeram um motorista de um caminhão, e  pessoas de outros veículos. Ademais, decidimos visitar o Recanto do Moinho; um balneário às margens do rio distante uns quatro quilômetros de Ivorá. Quando estávamos perto da margem, paramos. Conversamos com o proprietário do balneário que estava na outra margem dirigindo um trator; ele informava sobre o caminho e auxiliava a travessia lenta dos veículos pelo rio pedregoso, que cruzamos sem problemas. Quando chegamos nas dependências do recanto, alguns tomaram banho; outros beberam cerveja; ouvimos do Solon relatos do que a forte enchente ocorrida em Janeiro passado provocou nos arredores e nas dependências do bar.


Retorno por São João do Polesine


eritrina
Amanheceu garoando na segunda-feira, logo uma chuva amena. No desjejum tinha suco de butiá e de cereja-do-mato; uma geléia de uva e outra de pêssego; mel e pão colonial; polenta frita com queijo. Mais     tarde, arrumamos as malas; acertamos as contas: pernoite com café da manhã por trinta reais; almoço e janta, dez reais cada.
Chovia ao meio-dia quando rumamos em direção a São João do Polesine; meia hora depois encontramos a localidade do Sítio dos Melos, cerca de 11km de Ivorá. Quando passamos por Santos Anjos pedimos informação, ali ficamos sabendo que a ponte de acesso para Faxinal estava interditada. Por volta das 13h05min entramos na estrada asfaltada em São João do Polesine; rodamos outros 46Km em asfalto para chegar em Santa Maria às 13h40min.

Na ida percorremos 30km por asfalto até Silveira Martins; agora não temos mais dúvida que na primeira bifurcação depois da Vila Cattani devemos seguir à esquerda; daquela cidade rumamos em estrada de chão batido por uns 21Km até Ivorá.

Os viajantes Vinicius, Luciane, Léo, Gabriel, Eduardo, Silvana, Lúcia, Leonardo, Rafael, Desirèe e o PF partiram no sábado (13/02) e retornaram na segunda-feira (15/02/10).

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio Guassupi depois das chuvas

Após atravessarmos a ponte de concreto sobre o Rio Ibicuí seguimos à direita, optamos por chegar em São Martinho da Serra pela estrada mais arborizada,  mais sinuosa, e talvez a mais antiga do que aquela que segue reta; pelo caminho fortes curvas; em muitos trechos as copas das árvores formam agradáveis túneis verdes. Num vale o mato nativo não escondeu a exuberante floração laranja-avermelhada de uma corticeira-da-serra. Na curva antes do início do calçamento, algumas cruzes indicam o episódio das degolas dos maragatos, que ocorreu durante a Revolução Federalista.

Quando cruzamos pela principal avenida da cidade, outrora calçada com basalto, notamos que as extremosas e os ligustros plantados no canteiro central tiveram suas copas podadas. Ademais, na via encontram-se casas em alvenaria construídas há mais de cem anos.

Visitamos a queda d'água do Guassupi pela primeira vez há doze anos, em 09/03/1997; retornamos ao local em dezembro de 2002. Portanto, lembrávamos pouco do caminho que deveríamos seguir; então, depois da cidade paramos várias vezes para solicitar informações.
Percorrendo a vastidão das coxilhas por estradas de chão batido observamos que elas são entremeadas por escasso mato nativo. Encontramos verdejantes lavouras de trigo; nos campos com poucas habitações vimos muito gado, muitas ovelhas, alguns búfalos; observamos um gavião-caboclo voando, cinco emas forrageando e várias tesourinhas pousadas nos fios de cerca.

A partir da Rua Dr. Bozano, em Santa Maria, rodamos 22km até São Martinho,  mais 25km para encontrar o caminho que acessa a cascata. Quando chegamos na sua margem esquerda, deveríamos andar a montante, inicialmente por uma margem lajeada, depois pela t
rilha na mata ciliar.

Os viajantes Ivan, Caroline, Cristina, Valter, Edméia, Valter Noal, Neci, Helmut, Sérgio, Marta, Emocir, Lara, Eusa, Josmar, PF, visitaram a localidade durante o dia quente e ensolarado de 04/10/09.
Guassupi: Rio formador do Toropi, RS. Guaçupi: Arroio afluente da margem esquerda do Toropi. No tupi primitivo - uaçu : com o português surgiu a letra g inicial como em quase todas as palavras iniciadas por u. Guaçu : largo, amplo, grande. Pi: raspado, rapado. Fonte: Dicionário de palavras Brasileiras de Origem Indigena. Clovis Chiaradia. São Paulo. Ed. Limiar, 2008.