segunda-feira, 1 de março de 2010

No topo do Monte Grappa

Na tarde ensolarada e quente de sábado nos reunimos em frente ao Ed. Rosário para visitar Ivorá, na Quarta Colônia de Imigração Italiana. A Desirèe, a Lúcia e o Leonardo viajaram com o Rafael; o Gabriel foi com a Léo; o Eduardo com a Silvana; com o Vinicius, a Lú e o PF.
beija-flor-de-papo-branco

Chegamos na Pousada Paraíso às 15h20min – situada nos altos da Av. Garibaldi,  diagonal com a Escola Estadual de Ensino Fundamental Pedro Copetti. Fomos recepcionados pela Dona Celeste; sozinha ela preparou todas as refeições que fizemos durante a estadia, também indicou os locais que visitamos na região. Encaminhou-nos para as cabanas; na primeira com paredes de rochas basálticas ficou quatro pessoas; os demais pernoitaram na terceira construída em alvenaria; essa possui duas beliches e uma cama de solteiro num quarto, banheiro, e sala com lareira; noutro quarto uma cama de casal e uma de solteiro. As três cabanas tem os tetos unidos por área coberta, um local de lazer e garagem. Nos fundos uma mata nativa com árvores altas;  observamos
um louro com exuberante floração ao lado de uma caroba;  belas guajuviras e uma frondosa grápia.

Cascata Cara do Índio

Nosso primeiro passeio foi  conhecer as quedas d’água da Cascata Cara do Índio. Rumamos por estrada de chão batido em direção a linha 5; andamos até encontrar uma placa colocada numa bifurcação indicando sua localização; entramos à esquerda; passamos por uma lavoura de soja verdejante,  atravessamos uma porteira ao lado de um mata-burro de madeira; encontramos outra placa sinalizando o local da cascata. Deixamos os veículos estacionados numa estradinha à beira do mato; descemos por um terreno íngreme e pedregoso até o riacho. Horas banhando-se nas piscinas naturais com rochas lisas e pedras irregulares no fundo do leito. Caminhamos a montante, e descobrimos uma área lajeada perto de um enorme açoita-cavalo à beira d’água.

No topo do Monte Grappa

Av. Garibaldi com Av. Gal. Osório
Combinamos acordar cedo no domingo para saborear o desjejum;  garoou durante a caminhada, e permaneceu nublado por todo o passeio. Embora visualizássemos o Monte enquanto caminhávamos pela Avenida Bento Gonçalves, logo paramos em frente ao ginásio de esportes para solicitar informação a um morador. Seguimos por um trecho na mesma estrada municipal que segue para São João do Polesine. Andamos até encontrar a trilha sinalizada com postes de madeira e lâmpadas; eles estão alinhados no campo aberto e indicam a direção; as lâmpadas quando acesas facilitam as caminhadas noturnas; cruzamos por um pequeno portão metálico giratório ao lado de uma capelinha de alvenaria; dentro dela uma descrição do material, do tempo, e do trabalho das pessoas para construir os pontos da via crucis no percurso de 1.126m.

Dentro do mato ziguezagueamos morro acima por uma trilha íngreme, às vezes com várias rochas soltas pelo caminho. Para auxiliar na subida – e na descida - alguns trechos possuem cordas amarradas nos troncos de algumas árvores como se fossem corrimãos. No topo andamos por caminhos mais planos que conduzem as vistas panorâmicas à beira dos penhascos. Visitamos um pequeno belvedere numa área calçada com grade de proteção. Dali notamos a diversidade dos morros da Serra Geral; alguns cobertos com bela quantidade de vegetação arbórea nativa; e áreas fragmentadas pelo cultivo de lavouras de soja, de milho ou de fumo. notamos toda a zona urbana de Ivorá. Na parte mais baixa do terreno, contornando os sopés dos morros, o Rio Melo serpenteando em direção ao Rio Soturno. Fomos até o  outro lado do topo para contemplar as várzeas em tons de verde claro e amarelo, um mosaico formado pelas lavouras de arroz; e ao fundo a cidade de Faxinal do Soturno. Às 11h40min voltamos pelo mesmo caminho. Foi quinze minutos morro abaixo pela trilha no mato. Sentamos no gramado em campo aberto. Andamos pelo campo úmido e lamacento. Chegamos às 12h40 na pousada.

Linha Simonetti


detalhe do tronco de melaleuca
Por sugestão da Dona Celeste, a Lú, a Silvana, o Gabriel, a Léo e o PF foram no domingo à tarde nos parreirais e na fábrica de suco de uva da família do André Simonetti. Todo o percurso em estrada de chão batido era cheio de bifurcações. Fotografamos os estragos que as fortes chuvas do mês passado provocaram no leito e nas margens do Rio Melo. Entrementes, a quantidade de placas colocadas estrategicamente nas bifurcações, paramos para falar com moradores sobre qual direção seguir. Fomos agradavelmente recebidos pelas pessoas da família; entramos nas dependências do prédio construído em alvenaria com os equipamentos para produzir o suco de uva;  vimos os enormes tonéis de madeira para armazenar vinho; nos ofereceram uma bacia cheia de uvas pretas e brancas colhidas no parreiral no pátio em frente a casa. Como o trajeto de volta já era conhecido, levamos vinte minutos para percorrer os 10km até a pousada; chegamos ali às 18h00.

Recanto do Moinho

cascata queda d'água
À tardinha no domingo  nos preparamos para visitar a Cascata Queda d’água; um grupo de dez pessoas embarcaram em dois carros; rumamos em direção a linha 5, a mesma da Cascata Cara do Índio, porém, distante cerca de 12km da cidade. Quando passamos pela bifurcação da estrada com uma placa indicando o acesso a Cascata Cara do Índio, houve dúvidas sobre qual caminho seguir; decidimos não acessá-la; optamos por seguir reto; chegamos num rio com uma barragem de concreto servindo de ponte. Logo que a cruzamos enfrentamos problemas para subir pela estrada embarrada; decidimos voltar. O mesmo fizeram um motorista de um caminhão, e  pessoas de outros veículos. Ademais, decidimos visitar o Recanto do Moinho; um balneário às margens do rio distante uns quatro quilômetros de Ivorá. Quando estávamos perto da margem, paramos. Conversamos com o proprietário do balneário que estava na outra margem dirigindo um trator; ele informava sobre o caminho e auxiliava a travessia lenta dos veículos pelo rio pedregoso, que cruzamos sem problemas. Quando chegamos nas dependências do recanto, alguns tomaram banho; outros beberam cerveja; ouvimos do Solon relatos do que a forte enchente ocorrida em Janeiro passado provocou nos arredores e nas dependências do bar.


Retorno por São João do Polesine


eritrina
Amanheceu garoando na segunda-feira, logo uma chuva amena. No desjejum tinha suco de butiá e de cereja-do-mato; uma geléia de uva e outra de pêssego; mel e pão colonial; polenta frita com queijo. Mais     tarde, arrumamos as malas; acertamos as contas: pernoite com café da manhã por trinta reais; almoço e janta, dez reais cada.
Chovia ao meio-dia quando rumamos em direção a São João do Polesine; meia hora depois encontramos a localidade do Sítio dos Melos, cerca de 11km de Ivorá. Quando passamos por Santos Anjos pedimos informação, ali ficamos sabendo que a ponte de acesso para Faxinal estava interditada. Por volta das 13h05min entramos na estrada asfaltada em São João do Polesine; rodamos outros 46Km em asfalto para chegar em Santa Maria às 13h40min.

Na ida percorremos 30km por asfalto até Silveira Martins; agora não temos mais dúvida que na primeira bifurcação depois da Vila Cattani devemos seguir à esquerda; daquela cidade rumamos em estrada de chão batido por uns 21Km até Ivorá.

Os viajantes Vinicius, Luciane, Léo, Gabriel, Eduardo, Silvana, Lúcia, Leonardo, Rafael, Desirèe e o PF partiram no sábado (13/02) e retornaram na segunda-feira (15/02/10).

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rio Guassupi depois das chuvas

Após atravessarmos a ponte de concreto sobre o Rio Ibicuí seguimos à direita, optamos por chegar em São Martinho da Serra pela estrada mais arborizada,  mais sinuosa, e talvez a mais antiga do que aquela que segue reta; pelo caminho fortes curvas; em muitos trechos as copas das árvores formam agradáveis túneis verdes. Num vale o mato nativo não escondeu a exuberante floração laranja-avermelhada de uma corticeira-da-serra. Na curva antes do início do calçamento, algumas cruzes indicam o episódio das degolas dos maragatos, que ocorreu durante a Revolução Federalista.

Quando cruzamos pela principal avenida da cidade, outrora calçada com basalto, notamos que as extremosas e os ligustros plantados no canteiro central tiveram suas copas podadas. Ademais, na via encontram-se casas em alvenaria construídas há mais de cem anos.

Visitamos a queda d'água do Guassupi pela primeira vez há doze anos, em 09/03/1997; retornamos ao local em dezembro de 2002. Portanto, lembrávamos pouco do caminho que deveríamos seguir; então, depois da cidade paramos várias vezes para solicitar informações.
Percorrendo a vastidão das coxilhas por estradas de chão batido observamos que elas são entremeadas por escasso mato nativo. Encontramos verdejantes lavouras de trigo; nos campos com poucas habitações vimos muito gado, muitas ovelhas, alguns búfalos; observamos um gavião-caboclo voando, cinco emas forrageando e várias tesourinhas pousadas nos fios de cerca.

A partir da Rua Dr. Bozano, em Santa Maria, rodamos 22km até São Martinho,  mais 25km para encontrar o caminho que acessa a cascata. Quando chegamos na sua margem esquerda, deveríamos andar a montante, inicialmente por uma margem lajeada, depois pela t
rilha na mata ciliar.

Os viajantes Ivan, Caroline, Cristina, Valter, Edméia, Valter Noal, Neci, Helmut, Sérgio, Marta, Emocir, Lara, Eusa, Josmar, PF, visitaram a localidade durante o dia quente e ensolarado de 04/10/09.
Guassupi: Rio formador do Toropi, RS. Guaçupi: Arroio afluente da margem esquerda do Toropi. No tupi primitivo - uaçu : com o português surgiu a letra g inicial como em quase todas as palavras iniciadas por u. Guaçu : largo, amplo, grande. Pi: raspado, rapado. Fonte: Dicionário de palavras Brasileiras de Origem Indigena. Clovis Chiaradia. São Paulo. Ed. Limiar, 2008.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Na fronteira de Rivera


Os dias continuam chuvosos em Santa Maria; estava nublada a manhã de quarta-feira quando viajamos em direção a fronteira sudoeste do Rio Grande do Sul. Visitamos Rivera, cidade Uruguaia que se avizinha com Livramento.

Na vastidão da paisagem observamos que algumas coxilhas já apresentavam a floração vibrante da maria-mole. Também muitos espinilhos e várias acácias-negras harmonizavam suas flores amarelas com o verde dos campos.
 

Contemplamos a cidade de Rosário do Sul pouco antes de atravessar a extensa ponte de concreto sobre o Rio Santa Maria. Adiante, quando passamos sobre o Arroio Carolina estávamos perto de Livramento. Entramos na cidade pela Avenida João Goulart. Notamos que as enormes canafístulas no canteiro central estão com suas copas cobertas de frutos. Ali um relógio          digital indicava dezenove graus às 10h08min.

Contornamos o Parque Internacional pela 33 Orientales no lado Uruguaio. Entramos em Rivera pela Avenida Sarandi,  uma das mais movimentadas.

Não caminhamos muito para encontrar as encomendas de alfajores, vinhos chilenos e queijos uruguaios. São várias lojas concentradas em poucas ruas; aquelas que comercializam seus produtos importados em dólar praticavam o câmbio por R$ 1,85 a R$ 1,90.


Visitamos a praça principal, que tem uma linha imaginária unindo os dois países. Ali os passeios são amplos, as araucárias frondosas, os ipês estão amarelos, e as azaleias com muitas pétalas lilases. Numa de suas extremidades foi montado um galpão crioulo em comemoração a Semana Farroupilha.


Viajei no dia 16/09/09 de carona com Fernando Noal. Era 07:33 h quando cruzamos pelo viaduto da BR 158/RS 287. Rodamos cerca de 111km pela faixa nova para Rosário do Sul até a BR 290; dali mais 119km para chegarmos em Livramento.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Uma manhã na Redenção


Do hotel onde estávamos na Praça da Matriz fomos a Rua da Praia, a mais antiga da cidade. Compramos no centenário Mercado Público. Subimos no terraço da Usina do Gasômetro para acompanhar o por do sol no Guaíba, depois visitamos a Casa de Cultura Mario Quintana.
O domingo amanheceu nublado. Depois do meio-dia observamos um céu azul com algumas nuvens brancas. Durante todo dia o Parque da Redenção recebeu muitas visitas. Vimos que os ipês-roxos enfileirados ao longo da calçada do espelho d'água estão com suas flores exuberantes, tanto quanto as eritrinas mostram suas pétalas vermelhas.


Caminhando pela Avenida José Bonifácio percebemos que as tipuanas estão desfolhadas, e grande parte das suas copas estão cobertas com samambaias. Ali o canteiro central é formado por uma área de terra a descoberto, está alternadamente calçado com rochas basálticas quadradas e granitos irregulares.
Enquanto passeávamos pelo Parque optamos por um almoço no restaurante vegetariano Govinda. Mas ainda não tínhamos visto que as folhas novas do Ginkgo biloba estavam brotando. Tampouco sabíamos que na próxima segunda-feira haveria chuva forte com granizo.
Os viajantes Adéli, Daniel e PF foram para Porto Alegre de carona com Rafael e Marília no sábado pela manhã. Retornaram para Santa Maria no feriado da segunda-feira, no ônibus das 17:00 h.



segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Visitantes de inverno

São inesquecíveis o amarelo exuberante das flores dos ipês nas várzeas de Arroio Grande. Também lembraremos dos beija-flores visitando as pétalas roxas dos ipês nos campos.

O calor da manhã ensolarada de domingo fez com que optássemos por uma caminhada numa trilha dentro do mato; fomos ao Arroio da Tafona; seguimos o curso d'água por uma estradinha estreita até o sopé do morro, onde seu Darci reside numa casa de madeira de pinho. Dali andamos por uma trilha pedregosa. No caminho não encontramos bergamotas maduras, entretanto, observamos um enorme cedro frutificado e muitas cabreúvas. No campo aberto visualizamos ao sul o perfil vertical das habitações de Camobi, e alguns prédios de Santa Maria entre os morros do Cerrito e São José.

Entramos no mato nativo. Andamos morro acima por um caminho coberto com folhas secas. A descida começou quando chegamos na outra extremidade do morro em um descampado; contemplamos a estrada de Val de Buia com o seu restaurante azul.

Os Viajantes Caroline, Silvana, Eduardo, Ivan, Eusa, Sérgio, Marta, Neci, Helmut, Martha, Valter, Cristina, PF, pernoitaram na casa do Josmar e da Deca, numa noite estrelada com lua crescente no dia 29 de Agosto.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Nos campos das Guaritas

Atravessando a ponte de concreto que delimita os municípios de Santa Maria e São Sepé notamos que algumas áreas planas próximas ao Rio Vacacaí foram alagadas pelas águas das últimas chuvas.
                                                                                                           Quando cruzamos o Arroio Santa Bárbara, um
pouco antes de Caçapava do Sul, observamos que o percurso da estrada tornara-se cheio de curvas; começávamos a contornar os morros da Serra do Sudeste.

No momento que visualizamos o Arroio Passo d'Areia estávamos a dez minutos da RS 625, a estrada de chão batido que acessa as Guaritas.

Como nossa visita tinha sido agendada, éramos aguardados pelo seu Decionil e pela dona Ireny. Durante o passeio que fizemos guiados por ele, visitamos a Pedra da Guarita, andamos por um mato nativo e nos surpreendemos com a    agilidade que os cabritinhos se deslocam pelo topo liso das rochas.

Durante as conversas soube-se que as imensas formações rochosas, às vezes isoladas entre si, cujo topo lembra a forma de um escudo, são denominadas Guaritas, Gerivá, Erundina, Abelha, Pedra do Boi, Que o Touro caiu e Pescoço; tendo-se como centro de referência o Galpão Crioulo da Associação dos Moradores.

Noite mais estrelada que fria. Janta e pernoite no galpão aquecido pelo fogo de uma lareira sempre acesa. Feito com paredes rústicas de costaneira, teto de palhas, piso de cimento, o galpão contrastava com a casa cinematográfica construída em madeira para o filme Uma Valsa para Bruno Stein.

Quem acordou, e levantou-se antes das seis e meia da manhã de domingo, acompanhado pelo silêncio e a pela ausência de habitações na região, pôde vislumbrar nas silhuetas das pedras os primeiros reflexos coloridos do sol.

Por sugestão do seu Decionil caminhamos durante duas horas por uma estradinha pouco movimentada e pedregosa no meio de um campo úmido com gado e ovelhas soltas. Com o céu claro notava-se a imensidão da paisagem entremeada por árvores baixas, que se desenvolvem pouco no ambiente rochoso. Quando chegamos no topo íngreme de uma imponente rocha nos admiramos com um cânion. Descemos morro abaixo até o vale, seguimos pelo leito de um riacho coberto por uma mata nativa. Conhecemos o local de um antigo quilombo.

Mais tarde andamos até a Chácara da Pedra. Fomos recepcionados por Silvano, dona Teresinha e Paulo Sérgio. Os moradores nos ofereceram laranjas, tomamos água, também foi servido café, bolo e pastéis. Enquanto descansávamos sentados na grama do pátio da casa encontramos pessegueiros floridos, e exuberantes pétalas brancas de uma ameixeira.

Os viajantes foram a Caroline, o Valter, a Eusa, o Ivan, o Helmut, a Neci, o Fernando W., o Sérgio, a Lara, a Marta, o Emocir, a Josmar, a Deca e o PF.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Noite fria em Caçapava

27 de Julho de 2007.

Numa sexta-feira ensolarada visitamos Caçapava do Sul. Era duas da tarde quando chegamos na porteira de entrada para a Pedra do Segredo,  assim é conhecida devido a lenda de um enterro de valores jesuítas durante as Guerras Guaraníticas. Fizemos lanche sentados na grama antes caminhar morro acima. Andamos pelas trilhas que contornam a Pedra do Segredo buscando uma subida ao topo; sem sucesso !!! retornamos, fomos caminhar pelo campo; passamos por um local conhecido como lajeado; chegando no topo rochoso nos deparamos com uma vegetação formada por um vassoural . Contemplamos a vastidão da paisagem; morros, campos e amplas áreas sem nenhuma habitação. Voltamos pelo mesmo caminho. Mais tarde visitamos o Galpão da Pedra, a pousada do guia Manoel Teixeira; vimos um pé de oliveira plantada há pouco tempo, com um metro de altura. Partimos para o Cerro Colorado. Quando entramos novamente na RS 357 em direção a Lavras observamos no horizonte um deslumbrante por do sol avermelhado, com nuvens rabos-de-galo. Era noite de lua cheia e estrelada. Percorremos 17km para descobrir uma placa desbotada indicando Cerro Colorado. Ali entramos à esquerda numa estrada de chão. Entrementes, encontramos cinco lebres em cinco momentos distintos cruzando a estrada iluminadas pelos faróis do microônibus. Fazia muito frio - o termômetro do micro indicava quatro graus - quando chegamos na sede do Cerro Colorado, por volta das 19h30min. A Fazenda foi um marco da Revolução que ocorreu no Rio Grande do Sul, em 1923. Jantamos comida cozida em fogão a lenha feita pela irmã da Alisandra. Na manhã fui caminhar cedo nos arredores do casarão amarelo. A grama estava branca de geada. Enquanto algumas corticeiras-do-banhado sem folhas perto do lago recebiam as primeiras luzes do sol, os patos nadavam, batiam as asas, voavam e brincavam na água.

Pão caseiro quente no delicioso no café da manhã. Conhecemos as dependências de uma antiga oficina. Na fachada do casarão  notamos o ano 1904 acima da porta principal. Às 10:30 h rumamos para BR 153 em direção as Guaritas, assim denominadas pelos indígenas que ficavam de guarda em cima das rochas.

Em frente ao Galpão Crioulo da Associação de Moradores das Guaritas fomos recebidos calorosamente pela Dona Ireny, e seu simpático irmão Decionil Pereira Franco. Enquanto nos ciceroneava, ficamos surpresos com sua agilidade caminhando pelas trilhas íngrimes pilchado de bombacha e botas. Andamos por um mato nativo e pelo campo. Sentamos num gramado, conversamos, enquanto descascávamos bergamotas. Dona Ireny nos aguardava já com um fogão aceso. Cozinhamos arroz integral, lentilha, moranga kabutia, e molho de berinjela com cebola; tostamos gergelim com sal; salada de alface e tomate. A Neci preparou uma galinha com arroz parbolizado para janta, e o Sérgio fez um tempero com ovos cozidos, alho e azeite de oliva para comermos com pão.

À tardinha um grupo foi passear com o seu Decionil na Pedra Furada. Dona Ireny nos mostrou o livro de
assinaturas com visitantes de várias nacionalidades: mexicanos, argentinos, uruguaios, chilenos, italianos, austríacos, alemães, dinamarqueses, poloneses e chineses. Caçapava do Sul é sede de um festival de dança que ocorre a cada dois anos. Conversamos ao redor de um fogo aceso na lareira, no meio do salão do galpão até às 22:10 h.

Não foram suficientes as dicas do seu Decionil para chegarmos sem dúvidas nas Minas do Camaquã. No Minas Hotel fomos recebidos pela Adriana às 23h00min. O prédio em alvenaria foi construído ainda quando a mina estava em funcionamento. Levantei 07h30min. Encontrei no corredor do hotel a Eusa e o Helmut; eles já tinham visto a fascinante paisagem formada pela geada. Caminhamos pelas ruas calçadas com paralelepípedos quase vazias. Fotografamos o prédio abandonado de madeira onde funcionou o Cine Rodeio. Um cachorro ovelheiro preto e manso nos acompanhava de vez em quando. Chamou-nos atenção as penas alaranjadas, quase vermelhas, do peito de um surucuá. Antes de tomar café observamos as casas construídas para os antigos funcionários da mina. Mais tarde visitamos a Pedra da Cruz; subimos por uma trilha muito rochosa; tivemos um certo cuidado para não escorregar. De cima do topo observamos de um lado a barragem , de outro a cidade e um grande plantio de pinus, composto por árvores mortas numa área de várzea. Descemos. Com um guia percorremos por uma hora e meia as dependências da antiga mina; comentou-se os 700 metros de extensão de um túnel escavado morro adentro; falou-se do elevador gigante que descia e subia com pessoal e material a uma profundidade de 500 metros, com galerias a cada 100 metros; muitas delas encontram-se alagadas. Havia períodos que trabalhavam ali cerca de 2000 pessoas. O cobre extraído era beneficiado em Caraíba, na Bahia. O guia nos mostrou a entrada de um túnel com uns 4km de extensão que desembocava no vilarejo de Camaquã. A céu aberto vimos um lago azul formado por uma caieira; nos arredores enormes máquinas antigas abandonadas há mais de 10 anos. 

Cronometragem.
Sexta-feira: rua Floriano Peixoto,10:10 h; + 17km reitoria campus, 11:30 h; + 10km RST287 / BR158, 11:45 h; + 37km Vila Block, 12:10 h; + 23km viaduto em São Sepé, 12:25 h; + 23km Trevo BR 290, 12:40 h;+ 16km Caçapava, 13:00 h; + 9km estrada de chão batido para Pedra do Segredo, 13:35 h; + 5km porteira de entrada para Pedra do Segredo, 13:50 h; retorno para RS 357, 17:30 h; + 5km RS 357, 18:10 h; + 10km localidade de passo feio; + 8km entramos estrada de chão batido em direção a Fazenda Cerro Colorado; + 9km primeira bifurcação; + 4km segunda bifurcação; + 5km chegamos na fazenda Cerro Colorado, 19:15 h.

Sábado: 10:30 h, partimos do Cerro Colorado; + 10km = BR 153, 11:05 h; + 10km entramos na RS 625, estrada de chão batido para Guaritas, 11:15 h; + 11km chegamos no galpão das guaritas, 11:30 h; Partimos às 22:10 h; +14 km conhecemos o minas hotel, 23:00 h.

Domingo: Às 11:05 h, sopé do morro da cruz. Às 10:45 h descemos para o paredão e rio. 11:15 h, partimos. Às 11:35h chegamos na barragem; + 2km = portaria das minas do camaquã, 13:00 h; + 5km chegamos dentro do pátio das minas; 14:30 h saimos; 14:40 h partimos para Caçapava do Sul; + 10 km = galpão das guaritas, 15:00 h; + 11km chegamos na BR 153, 15:15 h; + 28km cruzamento BR 153/ BR 392, 15:40 h; +13km acessamos o portal de entrada de Caçapava do Sul, 15:45 h; + 3km circulamos pelo centro da cidade,15:50 h; às 18:35 h retornamos; + 103km novamente Santa Maria, 20:15 h; percorremos ida e volta 410km. C
ustos : pelo microônibus da Lubro com 22 assentos acertamos R$ 700,00, que foi dividido por 15, resultando R$ 50,00 por pessoa; o pernoite no Cerro Colorado com janta e café da manhã por R$ 40,00; pernoite no minas hotel com café da manhã por R$ 25,00; o guia das guaritas cobrou R$ 35,00; o aluguel do galpão saiu por R$ 25,00; com a diária do motorista do micro no minas hotel gastamos R$ 25,00;  o guia na pedra do segredo pediu R$ 50,00; almoço totalizou R$ 100,00 para 15 pessoas; a janta do Helmut no galpão custou R$ 58,00.

Os viajantes: Eusa, Martha, Deca, Caroline, Cristina, Ivan, Lara, Marta, Neci, Helmut, Sérgio, Emocir, Valter, Josmar, Fernando Noal, PF.