segunda-feira, 1 de março de 2010

No topo do Monte Grappa

Na tarde ensolarada e quente de sábado nos reunimos em frente ao Ed. Rosário para visitar Ivorá, na Quarta Colônia de Imigração Italiana. A Desirèe, a Lúcia e o Leonardo viajaram com o Rafael; o Gabriel foi com a Léo; o Eduardo com a Silvana; com o Vinicius, a Lú e o PF.
beija-flor-de-papo-branco

Chegamos na Pousada Paraíso às 15h20min – situada nos altos da Av. Garibaldi,  diagonal com a Escola Estadual de Ensino Fundamental Pedro Copetti. Fomos recepcionados pela Dona Celeste; sozinha ela preparou todas as refeições que fizemos durante a estadia, também indicou os locais que visitamos na região. Encaminhou-nos para as cabanas; na primeira com paredes de rochas basálticas ficou quatro pessoas; os demais pernoitaram na terceira construída em alvenaria; essa possui duas beliches e uma cama de solteiro num quarto, banheiro, e sala com lareira; noutro quarto uma cama de casal e uma de solteiro. As três cabanas tem os tetos unidos por área coberta, um local de lazer e garagem. Nos fundos uma mata nativa com árvores altas;  observamos
um louro com exuberante floração ao lado de uma caroba;  belas guajuviras e uma frondosa grápia.

Cascata Cara do Índio

Nosso primeiro passeio foi  conhecer as quedas d’água da Cascata Cara do Índio. Rumamos por estrada de chão batido em direção a linha 5; andamos até encontrar uma placa colocada numa bifurcação indicando sua localização; entramos à esquerda; passamos por uma lavoura de soja verdejante,  atravessamos uma porteira ao lado de um mata-burro de madeira; encontramos outra placa sinalizando o local da cascata. Deixamos os veículos estacionados numa estradinha à beira do mato; descemos por um terreno íngreme e pedregoso até o riacho. Horas banhando-se nas piscinas naturais com rochas lisas e pedras irregulares no fundo do leito. Caminhamos a montante, e descobrimos uma área lajeada perto de um enorme açoita-cavalo à beira d’água.

No topo do Monte Grappa

Av. Garibaldi com Av. Gal. Osório
Combinamos acordar cedo no domingo para saborear o desjejum;  garoou durante a caminhada, e permaneceu nublado por todo o passeio. Embora visualizássemos o Monte enquanto caminhávamos pela Avenida Bento Gonçalves, logo paramos em frente ao ginásio de esportes para solicitar informação a um morador. Seguimos por um trecho na mesma estrada municipal que segue para São João do Polesine. Andamos até encontrar a trilha sinalizada com postes de madeira e lâmpadas; eles estão alinhados no campo aberto e indicam a direção; as lâmpadas quando acesas facilitam as caminhadas noturnas; cruzamos por um pequeno portão metálico giratório ao lado de uma capelinha de alvenaria; dentro dela uma descrição do material, do tempo, e do trabalho das pessoas para construir os pontos da via crucis no percurso de 1.126m.

Dentro do mato ziguezagueamos morro acima por uma trilha íngreme, às vezes com várias rochas soltas pelo caminho. Para auxiliar na subida – e na descida - alguns trechos possuem cordas amarradas nos troncos de algumas árvores como se fossem corrimãos. No topo andamos por caminhos mais planos que conduzem as vistas panorâmicas à beira dos penhascos. Visitamos um pequeno belvedere numa área calçada com grade de proteção. Dali notamos a diversidade dos morros da Serra Geral; alguns cobertos com bela quantidade de vegetação arbórea nativa; e áreas fragmentadas pelo cultivo de lavouras de soja, de milho ou de fumo. notamos toda a zona urbana de Ivorá. Na parte mais baixa do terreno, contornando os sopés dos morros, o Rio Melo serpenteando em direção ao Rio Soturno. Fomos até o  outro lado do topo para contemplar as várzeas em tons de verde claro e amarelo, um mosaico formado pelas lavouras de arroz; e ao fundo a cidade de Faxinal do Soturno. Às 11h40min voltamos pelo mesmo caminho. Foi quinze minutos morro abaixo pela trilha no mato. Sentamos no gramado em campo aberto. Andamos pelo campo úmido e lamacento. Chegamos às 12h40 na pousada.

Linha Simonetti


detalhe do tronco de melaleuca
Por sugestão da Dona Celeste, a Lú, a Silvana, o Gabriel, a Léo e o PF foram no domingo à tarde nos parreirais e na fábrica de suco de uva da família do André Simonetti. Todo o percurso em estrada de chão batido era cheio de bifurcações. Fotografamos os estragos que as fortes chuvas do mês passado provocaram no leito e nas margens do Rio Melo. Entrementes, a quantidade de placas colocadas estrategicamente nas bifurcações, paramos para falar com moradores sobre qual direção seguir. Fomos agradavelmente recebidos pelas pessoas da família; entramos nas dependências do prédio construído em alvenaria com os equipamentos para produzir o suco de uva;  vimos os enormes tonéis de madeira para armazenar vinho; nos ofereceram uma bacia cheia de uvas pretas e brancas colhidas no parreiral no pátio em frente a casa. Como o trajeto de volta já era conhecido, levamos vinte minutos para percorrer os 10km até a pousada; chegamos ali às 18h00.

Recanto do Moinho

cascata queda d'água
À tardinha no domingo  nos preparamos para visitar a Cascata Queda d’água; um grupo de dez pessoas embarcaram em dois carros; rumamos em direção a linha 5, a mesma da Cascata Cara do Índio, porém, distante cerca de 12km da cidade. Quando passamos pela bifurcação da estrada com uma placa indicando o acesso a Cascata Cara do Índio, houve dúvidas sobre qual caminho seguir; decidimos não acessá-la; optamos por seguir reto; chegamos num rio com uma barragem de concreto servindo de ponte. Logo que a cruzamos enfrentamos problemas para subir pela estrada embarrada; decidimos voltar. O mesmo fizeram um motorista de um caminhão, e  pessoas de outros veículos. Ademais, decidimos visitar o Recanto do Moinho; um balneário às margens do rio distante uns quatro quilômetros de Ivorá. Quando estávamos perto da margem, paramos. Conversamos com o proprietário do balneário que estava na outra margem dirigindo um trator; ele informava sobre o caminho e auxiliava a travessia lenta dos veículos pelo rio pedregoso, que cruzamos sem problemas. Quando chegamos nas dependências do recanto, alguns tomaram banho; outros beberam cerveja; ouvimos do Solon relatos do que a forte enchente ocorrida em Janeiro passado provocou nos arredores e nas dependências do bar.


Retorno por São João do Polesine


eritrina
Amanheceu garoando na segunda-feira, logo uma chuva amena. No desjejum tinha suco de butiá e de cereja-do-mato; uma geléia de uva e outra de pêssego; mel e pão colonial; polenta frita com queijo. Mais     tarde, arrumamos as malas; acertamos as contas: pernoite com café da manhã por trinta reais; almoço e janta, dez reais cada.
Chovia ao meio-dia quando rumamos em direção a São João do Polesine; meia hora depois encontramos a localidade do Sítio dos Melos, cerca de 11km de Ivorá. Quando passamos por Santos Anjos pedimos informação, ali ficamos sabendo que a ponte de acesso para Faxinal estava interditada. Por volta das 13h05min entramos na estrada asfaltada em São João do Polesine; rodamos outros 46Km em asfalto para chegar em Santa Maria às 13h40min.

Na ida percorremos 30km por asfalto até Silveira Martins; agora não temos mais dúvida que na primeira bifurcação depois da Vila Cattani devemos seguir à esquerda; daquela cidade rumamos em estrada de chão batido por uns 21Km até Ivorá.

Os viajantes Vinicius, Luciane, Léo, Gabriel, Eduardo, Silvana, Lúcia, Leonardo, Rafael, Desirèe e o PF partiram no sábado (13/02) e retornaram na segunda-feira (15/02/10).

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